Para se situar leia o primeiro post da série.
E nós nisso tudo? Onde se encaixa a humanidade na história do Universo e do desenvolvimento do Pó ou consciência?
Somos uma criação única e especial? Há um poder maior zelando por nós para que sejamos capazes de entender o Pó? Fomos criados pelo Pó?
É claro que, como eu já disse, não acho que estejamos em condições de responder essas perguntas, mas…
Olhando friamente a impressão é que estamos sós, que não há nada realmente especial em nós e o nosso tipo de consciência pode até não ser realmente parte importante do Universo. Talvez o tipo de consciência de um cardume de peixes ou de uma floresta sejam o verdadeiro impulso criativo do Universo e a nossa fé é a única coisa que diz o contrário.
É neste ponto que entra o que vou chamar de fé antes que outros rotulem assim muito embora eu preferisse chamar de postulado, um postulado útil.
O Universo tem o impulso natural de produzir consciência, de criar seres que decidem voluntariamente deixar de ser animais que se satisfazem em existir e sobreviver instintivamente para buscar uma forma de consciência que os torna algo mais.
Seja como for os humanos são conscientes. Até certo ponto toda a vida na Terra parece caminhar para o nosso tipo de consciência de modo que, se um asteroide muito grande se chocar com o planeta destruindo nossa espécie em uns 20 ou 100 mil anos nossos primos sobreviventes mais próximos (ou talvez algum inseto) certamente criariam uma civilização como a nossa.
Sendo essa consciência uma qualidade básica dos humanos, desenvolvida ao longo de dezenas de milhares de anos de evolução creio que é sensato nos apegarmos a ela e considerar que desenvolvê-la é nossa missão evolutiva.
Façamos isso para agradar um Deus, obedecendo a uma pulsão ou seguindo conclusões lógicas de uma filosofia humanista ou não… Tanto faz! Creio, e creio por mera fé e bom senso, que essa é a nossa missão: desenvolver a nossa consciência.
O que é consciência, o que é desenvolvê-la ou como fazer isso é outra questão.
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