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Written by Roney Belhassof
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Saturday, 22 October 2005 |
Para quem curte uma boa MPB, parte da história da cultura, da arte e da resistência neste país este quinteto é uma especiaria para apreciar com a mente e o coração.
Cinco mulheres, cinco vozes ímpares, um palco estreito, colado na platéia e um homem, Chico Buarque de Hollanda, presente nas letras e no carinho com que Karla Boechat, Adriana Poças, Ana Cuba, Eliza Lacerda e Malu Von Küger interpretam as suas músicas. Ontem assisti o último dia da temporada no bar do Zira dentro da Letras & Expressões em Ipanema. A direção musical e arranjos de Muri Costa (Arranco de Varsóvia) e André Protássio (A Arca de Noé e Plunct-Plact-Zum) ajudam, é claro, mas confesso que o carisma das moças me conquistou. O show beria a perfeição. Trata-se de um espetáculo singelo em estrutura, praticamente feito à capela (o quinteto inclusive participa do Rio à Capela) acompanhado apenas por violão bongo e cuíca em alguns momentos. Costumo dizer que talento embeleza as pessoas, neste caso as Mulheres de Hollanda, que já entram lindas no palco, o deixam como musas belíssimas. A propósito a última música antes do bis (Meu Guri) arrancou-me arrepios, mesmo depois de ter perdido um pouco o bom humor ao ser pressionado mais uma vez por uma desas pessoas desesperadas com o tal referendo. E por falar nisso esta talvez seja a única falta que senti no show. Sim, é difícil ter opinião hoje em dia, mais fácil é deixar implícito, fazer um espetáculo que todos admirem sejam quais forem suas convicções, mas é Chico Buarque, né? Umas inserções de textos, talvez do próprio Chico, poderiam ser uma pimenta a mais no espetáculo quase impecável. Fora isso o que vemos em pouco mais de uma hora que terminam com gosto de "por favor! Repitam tudo mais duas vezes" Fontes Externas: Página no Multiply Rio à Capella |
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Last Updated ( Monday, 03 April 2006 )
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