Menu Principal
Home
Editorial
Blog
Literatura
Textos
Teatro e Dança
Música
Cine & Vídeo
Imagens
Diários (RSS)
Links
Fale Comigo
Biografia
Joomla

Newsflash

A civilização moderna existe em função do capital, uma civilização tribal existiria em funcão da tribo. 

Um possível caminho para o desenvolvimento da civilização pode estar na estrutura tribal .

 

CCBB - Dança contemporânea - abr/05 PDF Print E-mail
Written by Roney Belhassof   
Monday, 04 April 2005
A dança é um dos mais básicos instintos humanos remontando às nossas origens animais. Infelizmente a sociedade contemporânea tem subestimado o valor intelectual, emocional e até espiritual da dança contemporânea.

Os espetáculos que serão apresentados no CCBB neste mês de abril (2005) são uma excelente chance de surpreender seus sentidos e emocões com criações de Cias como o Quasar. Se você já conhece dança contemporânea confira neste artigo o release do evento, mas o que importa mesmo é conferir a agenda do evento no CCBB ou no Circuito Cultural Rio.



O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta quatro espetáculos inéditos no

Mês da Dança

 - em Quatro Movimentos -

Em abril, a dança ocupa o palco do Teatro 2 do CCBB com quatro espetáculos inéditos e especialmente criados para estrear no Rio de Janeiro


A teatralidade, a dramaticidade, o pensamento político e filosófico associados aos movimentos da dança, algumas das mais importantes linhas de trabalho na atualidade, estão nos quatro espetáculos que o CCBB-RJ reuniu neste mês

O Quasar abre a série com Só tinha de ser com você, coreografia baseada no disco “Elis e Tom” – a música dos dois gênios da MPB trazendo novas cores dentro da história de sucesso do grupo goiano, um dos mais singulares do país.



A carioca Flávia Tápias aceita em 5 Coreógrafos para um Corpo o desafio de interpretar, em seqüência, cinco coreografias assinadas por nomes de peso, e ainda submeter o corpo do bailarino às considerações de uma psicanalista, um filósofo, uma pesquisadora e um diretor de teatro

O diretor de teatro Eduardo Wotzik recolhe fábulas e lendas dos cinco continentes para debater a Ética através dos movimentos de sete bailarinos
As vítimas anônimas da violência pelo mundo afora são o tema abertamente político-social em Esquecidos, criação da brasiliense radicada na Alemanha Catharina Gadelha, que mostra pela primeira vez no eixo Rio-São Paulo seu trabalho de dança-teatro. Catharina vai dar também um workshop dias 28 e 29 de abril
O Centro Cultural Banco do Brasil está em harmonioso movimento neste mês de abril, período tradicionalmente reservado à Dança em sua programação. O palco do Teatro 2 será ocupado, de 6 de abril a 1º de maio (sempre de quarta a domingo, às 19h), por quatro projetos inéditos, singulares e impactantes.

O painel destes quatro espetáculos vem abrir – sem interligação curatorial – um leque da dança contemporânea brasileira, refletindo em sua variedade diversas vertentes extremamente significativas, presentes no trabalho atual dos criadores do setor. Assim, sobem à cena coreografias baseadas no tour-de-force dos solos, no casamento da dança com a dramaturgia eminentemente teatral, no selo autoral das companhias, aqui representado pela força do grupo Quasar, e na linguagem política da dança-teatro.

Novidades e ousadias


Cada um dos quatro espetáculos propõe ousadia e inovação. O prestigiadíssimo Quasar apresenta, pela primeira vez, um trabalho calcado em música brasileira – neste caso, um clássico da MPB, o disco referencial Elis & Tom, de 1974, abandonando por um momento a sonorização sincopada e de tons hipercontemporâneos que sempre caracterizou a companhia. A carioca Flávia Tápias oferece a perícia e a precisão de seu corpo a cinco coreógrafos que criaram solos de estilos completamente diferentes, e abre espaço para comentários de diversos especialistas nos intervalos. O diretor Eduardo Wotzik cria, em trabalho conjunto com oito bailarinos, cinco cenas/células de movimentos em torno do abstrato – e fundamental - tema Ética, calcando a criação no estudo de lendas e fábulas do mundo inteiro. E a brasiliense Catharina Gadelha se apresenta pela primeira vez no eixo Rio-São Paulo com um espetáculo que ela define como eminentemente político e social, trazendo ao palco a representação das vítimas anônimas da violência pelo mundo todo, evocadas através de movimento, fala e encenação.

Mais do que procurar abranger muitas tendências num único olhar ou tentar esgotar numa visão geral do muito que se faz hoje no país, o Mês da Dança abre o horizonte para projetos sólidos, a comprovar a maturidade, a riqueza da produção e do pensamento criativo da dança brasileira. São propostas diferenciadas na essência mas que constituem uma amostragem de alta qualidade; cada espetáculo está lastreado por nomes e históricos que reafirmam sua qualidade. Abril é o tempo do CCBB carioca se tornar o espaço de criadores da dança contemporânea do Brasil.

Os movimentos deste mês, semana a semana:

De 6 a 10 de AbrilGrupo QuasarSó tinha que ser com você – coreografia de Henrique Rodovalho baseada nas canções do disco Elis & Tom

Um dos mais prestigiados grupos de dança contemporânea do Brasil, de sólida carreira, aclamado pela crítica e pelo público, o goiano Quasar – com 17 espetáculos montados desde 1988 – volta ao Rio depois de dois anos e vem inovando no espetáculo que abre o mês no CCBB. Henrique Rodovalho sai do ambiente de música eletrônica e percutida que sempre caracterizou os espetáculos da companhia para cair nos braços do sofisticado lirismo do disco Elis e Tom, gravado em 1974, com suas 13 faixas que representam uma fatia suculenta do melhor da MPB. Triste, Modinha, Por toda a minha vida, Corcovado, Retrato em Branco e Preto, Pois é, Chovendo na Roseira, O que tinha de ser, Brigas nunca mais, Inútil paisagem, Soneto da Separação, a faixa-título da peça de Henrique Rodovalho Só tinha que ser com você e... Águas de Março, naturalmente. “Vou usar o disco todo na coreografia; pelas Águas de Março eu tenho uma reverência especial, e esa música terá tratamento idem”, diz Rodovalho, que aponta o disco como “o mais especial da minha vida, desde criança”.

Os figurinos são do estilista Cássio Brasil, de São Paulo, e também não enfatizam nenhuma intenção naturalista ou personificado. “Não é um figurino cotidiano nem urbano; são quase escamas, uma segunda pele”, revela Rodovalho.

O desafio de coreografar canções que são patrimônio do Brasil, vivas e vívidas, na performance de dois monstros sagrados não foi pequeno. “A responsabilidade é maior ainda, já que é um clássico. Os bailarinos não são personagens, não há nada de figurativo, trago um lado mais abstrato e a fuga do óbvio é muito difícil”, avalia ele. “Estou querendo provocar, digamos, uma terceira emoção com esse trabalho: não é a emoção da música, não é a da coreografia, é um produto da combinação dos dois”. O resultado desta combinação vai ser visto na primeira semana deste Mês da Dança. “O impulso de ver isso dançado é maior que o receio”, diz o coreógrafo.

O Quasar: uma proposta estética de muitas faces. A companhia vem colaborando para que platéias do Brasil e do mundo reflitam sobre a  contemporaneidade como uma linguagem global.

Fundada em 1988 por Vera Bicalho e Henrique Rodovalho, tem suas origens no Grupo Energia, formado em Goiânia, Goiás, no início dos anos 80. Entre os primeiros objetivos, durante o período de criação da companhia, sempre estiveram presentes o desejo de liberdade, diante das regras acadêmicas, e a necessidade de não se fixarem modelos. Tal postura possibilitou que a Quasar trilhasse uma interessante trajetória, esquivando-se das relações puramente estéticas da dança para aprofundar-se em questionamentos pertinentes à realidade social.  Nos 17 anos de criações e apresentações em palcos brasileiros e estrangeiros. (veja a lista dos espetáculos no box), propôs sempre “como poucos o trânsito entre a cultura erudita da dança e a da música popular brasileira”, segundo a crítica Helena Katz. “Essa companhia conseguiu ser singular numa época onde as Modernidades têm produzido muitas pasteurizações”, diz. O grupo foi comparado por Ana Ponzio (Valor Econômico) ao Corpo mineiro, na solidez e coerência de sua trajetória.

ASAS – 1988 / ESTUDOS – 1989 / SOB O MESMO AZUL – 1989 / NÃO PERTURBE – 1992 / TRÊS AO CENTRO – 1992 / O OVO DA GALINHA – 1993 / SENHORES DE POUCAS VISÕES – 1993 / QUASAR EM PERFORMANCE – 1994 / QUASAR ERUDITO – 1994 / QUATROS – 1994 / VERSUS – 1994 / REGISTRO – 1997 / DIVÍDUO – 1998 / COREOGRAFIA PARA OUVIR – 1999 /  MULHERES – 2000 / EMPRESTA-ME TEUS OLHOS – 2001 /   O+ - 2004

Henrique Rodovalho, autor das coreografias ao longo de toda a existência da Companhia, tem formação em Educação Física e atuou como ator e bailarino antes de tornar-se criador na dança; sua criação tem a marca inquestionável, com inconfundíveis signos rítmicos. Seu envolvimento com a produção de vídeos e o espetáculo no palco como um todo acabou levando-o à direção cênica, em que utiliza multimeios entre os recursos de montagem .

SÓ TINHA DE SER COM VOCÊ  - Coreografias : Henrique Rodovalho
Bailarinos: Camilo Chapela / Érica Bearlz / Gleidson Vigne /  James Nunes / João Bragança / Lavínia Bizzotto /  Nazilene Barbosa / Rodrigo Cruz / Valeska Gonçalves
Direção de palco - Paulo Vigário / Concepção de luz - Henrique Rodovalho
Iluminador - Alexandre Marques / Cenografia - Shell Jr. / Figurino - Cássio Brasil
Trilha sonora - Elis Regina e Tom Jobim - Álbum: Elis & Tom
Diretor Artístico - Henrique Rodovalho / Direção Geral - Vera Bicalho



De 13 a 17 de abril  - 5 Coreógrafos para um corpo – A bailarina Flávia Tápias na perfomance de cinco solos inéditos, especialmente criados para ela por Ana Vitória (RJ), Henrique Rodovalho (Goiânia), Rami Levi (Israel), o diretor de teatro Paulo de Moraes (RJ) e Giselle Tápias (RJ). Nos intervalos, o corpo e suas manifestações no palco ganham comentários de Jacqueline Bonelli (psicanalista), Alexandre Belfort (professor de filosofia), Denise Oliveira (jornalista e pesquisadora) e um diretor de teatro.

Um corpo e cinco propostas; um corpo e cinco estilos; um corpo e cinco temas. O corpo é da plural Flávia Tápias, e a idéia central do espetáculo é o desafio da performance, em sucessão, de cinco coreografias especialmente criadas. “Se a composição de um solo já exige uma superação, tanto pelo aspecto físico quanto pela concentração e qualidade do solista, a execução de cinco solos consecutivos por uma única intérprete vai demandar um excepcional vigor muscular, uma espetacular resistência física, perseverança, destreza e habilidade – e Flávia tem uma força cênica muito grande”, diz Giselle Tápias, coreógrafa de um dos solos. Aos 24 anos, trazendo uma bagagem de respeito, Flávia Tápias deseja o desafio. “É muito difícil, mas altamente gratificante. Cada solo é inteiramente diferente e eu tenho que mudar tudo, da postura à energia, de um para o outro”. Nos intervalos das coreografias, o público acompanha a avaliação profissional de uma jornalista/pesquisadora de dança (Denise Oliveira), um professor de filosofia (Alexandre Belfort),  uma psicanalista (Jacqueline Bonelli) e um diretor de teatro, comentando o desgaste físico e emocional em cada trecho do espetáculo. Os cinco solos são:

1) BALLET MECANIQUE - Para George Antheil (1900-1959), pela sua irreverência e visibilidade.
Direção, Coreografia, Cenografia e Vídeo Instalação – Ana Vitória - Música – Ragnarök. Uma abordagem do corpo mecânico, da precisão. “Estou em cena parecendo controlar o tempo e o espaço, representados por projeções de ampulhetas e um piso de onde não posso sair”, conta a bailarina. “Na verdade, são esses limites que me controlam; ou não?” (aprox. 18 minutos)

2) SEMELHANTE - Coreografia – Henrique Rodovalho /  Música - Porter Ricks
Os movimentos cheios de arestas e a música sincopada do coreógrafo do Quasar aqui desafiam Flávia em frases cinéticas entrecortadas mas em seqüência. “É mais do que contemporâneo; me desloco o tempo inteiro no chão, explorando uma gestualidade totalmente não-habitual”, dia Flávia. São “pequenos espaços desenhados e preenchidos”, na definição de Rodovalho. (aprox. 6 minutos)

3) SOLO - Coreografia - Rami Levi (Tel-Aviv / Israel) / Música – Krishna Deis
O coreógrafo e bailarino nascido em Israel adaptou para Flávia este solo que ele mesmo já interpretou, que remete à linguagem gestual de animais, “é uma dança redonda, espiral, com um traço de mantra como a música sugere”, define a bailarina, “uma desconstrução do clássico que cita o balé clássico o tempo todo”. Essa coreografia, segundo ela, contrasta fortemente com a anterior: mais contínua, toda na vertical, incessante. Rami , um coreógrafo de vastaa experiência internacional - fez parte do Centre Coreographique Nacional de Tours de Jean Christoph Mailot, integrou o Cullberg Ballet de Mats Ek, a Compania Nacional de Danza dirigida por Nacho Duato e a Bat Sheva Dance Company de Ohad Naharin. (aprox. 6 minutos)

4) DA FAMÍLIA DOS CROCODILOS - Direção de Paulo de Moraes / Música.....
Um trabalho de movimento sobre o processo da violência, na definição do diretor, com quem Flavia já exercitou, nas palavras dele próprio, sua “profunda capacidade de transformação cênica”. “Minha função aqui é a de uma espécie de escavador de sentidos, num jogo de troca constante com a Flávia, para construir uma seqüência de movimentos que discuta violência, dominação e solidão”, diz Paulo de Moraes. Para o solo, que terá projeção de imagens, o figurino delicado contrata com luvas de boxe. A música mescla ..... com as falas. (aproximadamente 10 minutos)

5) REDE - Coreografia – Giselle Tápias  / Música: FLAUTA BUZINA (Aldeia Metutire – Magui, Paburi, Pincó), PAI E MÃE (Renato Lemos e Sá Brito – edição da trilha / Renato Lemos – composição e arranjo), FALAS  (Maurício Grassmann – edição da trilha e samplers / Alfredo Bello, Maurício Grassmann, Simone Soul e Sá Britto – composição), FLAUTA DE PÓ (Sá Brito – edição da trilha) e Feira de Caruaru  ( Onildo de Almeida / Fernando Rocha, voz; Nonato Luiz, arranjo e violão; Rafael Rocha, pandeiro, zabumba, agogô, reco-reco de mola, triângulo) e A Feira de Caruaru (Onildo Almeida / com Luiz Gonzaga).

Este solo, resultado de intensa pesquisa do Grupo Tápias cia de dança, explora os diversos significados culturais da rede. Segundo a coreógrafa, “a rede surge como símbolo de adaptação, acomodação e conquista, como sujeito cênico que interage, ou, simplesmente, objeto utilitário” É a rede de dormir, a cama suspensa para descansar, a maca dos enfermos, a cadeira-de-balanço solta no ar, o meio de transporte para vivos, o enterro-de-rede, o leito portátil para viajar. “De cipó, fios de algodão ou fibra vegetal, herança dos índios, a rede é imprescindível na vida cotidiana de boa parte do povo brasileiro”, conta Giselle. “Criei uma estrutura ultramoderna para sustentar a rede, esse objeto atávico na nossa memória nacional; a profunda pesquisa de hábitos e sons da cultura que tem a rede foi de uma riqueza impressionante”, completa. Flávia Tápias acrescenta que a movimentação explora todas as possíveis contracenas com a rede: de dentro, de fora, no alto, no chão, na estrutura, “E ainda mergulhei nas aulas de forró para capturar mais a fundo este espírito”, completa na bailarina. (aprox. 13 minutos)

Nos intervalos, o público acompanha a avaliação de profissionais de diversas áreas sobre o impacto e a performance do corpo em movimento nos solos.

Direção Artística – Giselle Tápias / Direção de Produção – Norma Thiré
Iluminação – Cadú Fávero / Figurinos – Cláudia Diniz
 
De 20 a 24 de Abril - Éticas – Do diretor Eduardo Wotzik  - Inspirado em lendas e fábulas dos cinco continentes, o diretor propõe módulos cênicos e coreográficos em que a discussão em torno da Ética é o motor dos movimentos

Oito bailarinos encadeiam movimentos coreográficos orientados pela idéia filosófica da Ética, sob a direção de Eduardo Wotzik. “Livremente inspiradas em fábulas e lendas do mundo todo, prefiro assim”, conta o diretor, que começou um profundo envolvimento com a dança desde 2003, através do trabalho desenvolvido no Ateliê Coreográfico, sob a direção de Regina Miranda. “Foi um trabalho muito gratificante e resolvi iniciar um processo mais consistente de aproximação entre os mundos da dança e do teatro. Daí surgiu o primeiro espetáculo, Missa para Clarice, e agora Éticas”.

Por muito tempo, segundo o diretor, ele vem falando de ética: “acho que há 26 anos; só no CCBB meu Centro de Investigação Teatral falou por Eurípedes em Tróia, por Lorca em Yerma, por Albee em Um equilíbrio delicado” (...) “e percebi que andávamos todos essencialmente gritando por ética. Aí resolvi tentar parar de falar um pouco, que a palavra anda muito desgastada”

Para desenvolver o trabalho junto aos dançarinos, Wotzik lançou mão em especial do método que desenvolveu há mais de 12 anos, de preparação cênica através da respiração. “Meu interesse sempre foi no corpo cênico. Por isso me debrucei tão entusiasticamente nessa interseção teatro-dança, é uma viagem muito estimulante e revigorante, mais ainda porque meu teatro sempre foi fortemente calcado na palavra – mas a dança abriu um novo campo de pensamento, imagético”.

A sonorização de cada uma das cenas-células é “o apanhado mais universal possível”, lista Wotzik. “Vamos de Chopin a Björk, passamos por Cole Porter e Paul Horn, numa panorâmica diferenciada e geral da música e escapando da folclorização”.

Concepção, pesquisa musical direção: Eduardo Wotzik
Dramaturgia: Marcos Caruso
Bailarinos: Camila Fersi, Carla Stank, Cristina Lago, Dani Calichio, Ignácio Aldunacho, Maria Clara Sussekind, Paula Mori, Tatiana Glass
Direção de coreografia: Maria Alice Poppe  / Coordenadora do CIT/Movimento: Dani Calichio
Iluminação:Fenanda Mantovani/Eduardo Wotzik

De 27 de abril a 1º de maio - Esquecidos – Coreografia e performance solo de Catharina Gadelha – música de René Aubry, Goran Bregovic, Vivaldi e Patricia Dálio / Figurinos: Hans Jürgen van Almsieck / Iluminação: Rogério Wiltgen / Projeto de Iluminação: Wolfgang Pütz e Catharina Gadelha

Em todos os cantos do mundo de hoje, a violência deixa sua marca devastadora; são centenas, milhares, milhões de vítimas da violência em forma de terrorismo, guerra civil, confronto religioso, étnico, político; a guerra do crime, a guerra das nações. A coreógrafa e bailarina Catharina Gadelha, nascida e criada em Brasília, de sólida carreira na Alemanha, onde mora há quinze anos, estréia no Rio com seu solo de dança-teatro em torno destas vítimas.  Nas suas palavras, “esta é uma peça para não esquecermos das vitimas que não foram ou não são mais mostradas no horário nobre da televisão”. Um lamento contra a amnésia, a cegueira, o descaso em relação a estas vítimas esquecidas. “No Afeganistão, no Iraque, o terror na Rússia, nas Filipinas... E antes, durante, depois? Chile, Nicarágua, Bósnia, Kosovo, Ruanda, Libéria, Coréia... Onde não?”

Confrontado com cenário e figurino “minimalistas, para enfatizar o movimento e a mensagem”, como diz a intérprete, o público vai ser convidado a participar da lembrança nesta mobilização artística. “Para mim,dança é mais do que o movimento estético; é uma aproximação do espectador, um convite para que ele passe a ser atuante, tome posição”, diz Catharina, que coloca seu trabalho como a utilização do corpo como efetivamente um instrumento de mobilização e discussão política. A música traz, além de Aubry e Vivaldi, peças dos contemporâneos Patrícia Dalio e Bregovic (“ele é um iugoslavo com família dos dois lados na guerra do Kosovo, e reflete isso na música”, conta Catharina)

Catharina Gadelha nasceu em 1966, começou a dançar em 1971 e em 1991 ganhou, com sua primeira criação coreográfica, o concurso de Coreografia de Colônia, Alemanha. Integrou, como bailarina e coreógrafa, a Companhia de Dança Padilla de Colônia, recebendo o prêmio Juri no concurso de coreografia de Colônia, com sua segunda coreografia. Foi uma das fundadoras da Companhia de dança Terza e Uno, Em 1997 foi primeira colocada no Concurso de Melhor Dança-Solo da Alemanha, com a peça “Eu pensava que...”, de Pitkowski, na cidade de Leipzig.

Workshop da dança-teatro no CCBB, nos dias 28 e 29 de abril , de 10 às 14h, com 4 horas diárias. Serão selecionados os 20 primeiros inscritos; outros interessados poderão participar como ouvintes.

Mês da Dança - CCBB –- Rua 1º de Março, 66 – 3808-2000 – Rio de Janeiro
De quarta a domingo, de 6 de abril a 1º de maio, sempre às 19h - Ingressos: R$ 6 e R$ 3

Assessoria de Imprensa . Luciana Medeiros
(21) 2294-4560 / 2274-5545 / 8139-0202 – This e-mail address is being protected from spam bots, you need JavaScript enabled to view it
Last Updated ( Monday, 02 May 2005 )
 
< Prev   Next >
Mais recentes
Artigos associados
   Home arrow Teatro e Dança arrow CCBB - Dança contemporânea - abr/05