O encanto pela mitologia, O Perfume de Patrick Süskind, Tintin, Spock canta para Bilbo Bolsim.
Olá!
Hoje estou tão prolixo... Falei demais nas dicas abaixo, mas vale
a pena conferir cada uma delas! Bem, menos a primeira que é só para rir! Hehehe!
Estou trancado em casa! Não tenho feito praticamente nada de interessante,
pelo menos não para a maioria das pessoas normais... Só tenho
estudado XML e XSLT (se quiser saber mais sobre isso me pergunta). Já que não faço coisas então penso coisas, né?
Depois de vinte anos apaixonado por mitologia finalmente começo a
compreender o motivo deste encantamento... Desde pequeno quero entender o
mundo, saber o como e porque das coisas. Mais de uma vez meus pais chegaram
em casa e me acharam no meio das peças de algum rádio que eu
havia desmontado para tentar descobrir de onde vinha a voz! Lembro que tinha
uns 8 anos e tive certeza de que ela tinha que vir de uma grande válvula
de vidro que tirei lá de dentro!
Acontece que vivemos em um mundo científico e Jornada nas Estrelas
era a sensação nos meus 11 anos! Não tinha jeito de não
tentar entender o mundo pela física, né? Até livro de
Einstein e Leopold Infeld eu li (demorei uns 4 anos! Hehehe) antes de descobrir
que a ciência explica praticamente tudo que vemos! Desde os oitavos
nanosegundos do universo até a dança das estrelas. Acontece
que ela não explica o que sentimos e somos mais o que sentimos do que
o que vemos!
Estou seguro que aprendemos mais sobre a natureza humana lendo Cervantes,
Tolkien, Shakespeare, John Milton e outros do que tentando desatar os nós
do pensamento de Kierkegaard!
Viu como estou falando pelos cotovelos hoje? ;-)
Música
É impressionante como a estética muda com o tempo! Visto daqui
grande parte da década de 70 parece ridícula! Dos filmes de
praia até o seriado do Batman, era um festival de cafonice que na época
era lindo!
Mas acho que mesmo na época isso devia ser hilário:
Balada
para Bilbo Bagins por Leonard Nimoy (para quem não sabe, o Spock
de Jornada nas Estrelas)
Sociedade
Este boletim existe para falar de coisas que nos façam refletir sobre
nosso tempo e questioná-lo inteligentemente sem nos limitar a repetir
as sabedorias de botequim assumindo ares de filósofo.
É na arte que reside a maior força transformadora, pelo menos
é no que acredito, mas há pensadores que se livram da mania
feia de falar complicado e filosofam com sentido, um deles é o Domenico
de Masi.
Ele é um italiano que fala sobre as mudanças no trabalho, ele
não é o autor do conceito (este seria o Bertrand Russell), mas
é o principal pensador do ócio criativo e o primeiro a escrever
um livro com este título!
O que ele tem a dizer é do interesse de todo ser humano que trabalha
e que possui um cérebro. Agora ele tem um site brasileiro:
Isso sem falar na Next que também tem versão nacional. Melhor
do que explicar é mostrar.
Quadrinhos
Na era da informação o que tem mais de um ano vira, paradoxalmente,
conhecimento obscuro restrito a poucos. Eita erinha da informação
mais chulé!
Em outros tempos seria desnecessário dizer que há histórias
em quadrinhos que não são para criança, que algumas até ganham o Pulitzer (e não teria que dizer que o Pulitzer é Oscar
da imprensa). Certamente não teria que apresentar o Tintim de Hergé.
Neste artigo
pode-se ter uma boa idéia de como Tintim é uma excelente
leitura e, de quebra, ainda ficamos sabendo que em breve teremos um filme
live action, ou seja, com atores, baseado em uma das suas melhores séries!
Cinema
Quando falta criatividade e estímulo para fazer bons roteiros originais
para o cinema já que a maioria está de olho em milhões
e não se importa se o produto final é uma misturada de efeitos
especiais sem história, só nos resta torcer para que boas obras
literárias sejam levadas ao telão por gente que as admira e
respeita como aconteceu com O Senhor dos Anéis. Felizmente, além
do Tintim que sai dos quadrinhos temos obras como a de Patrick Süskind.
O Perfume de Patrick Süskind é um dos livros mais instigantes
que tive oportunidade de ler.
A história se passa na França do meio do século XVIII
e começa com o nascimento do protagonista em pleno mercado de peixes.
Mas não é um mero drama de menino pobre e sim um dos melhores
exemplos de literatura fantástica que tive em mãos. O protagonista
não tem cheiro de nada e é capaz de sentir odores que nem mesmo
cães sonham sentir. A partir disso vemos uma jornada praticamente psicótica
de um homem que vive em um mundo diferente do nosso, um mundo de cheiros e
não de cores...
Acho melhor escrever um texto sobre isso em literatura! Enquanto isso veja
quem está no projeto:
Direção de Tom Tykwer (Corra Lola corra);
Roteiro por Andrew Birkin (O Nome da Rosa) |